A arte de escrever bem é ter o que dizer


21/6/07


VC É UM BURRO

O seu amor é um placebo, no qual não devo acreditar!

já pixei as ruas e quebrei o espelho enquanto não vinha e não sei me explicar!

Bebi suas mentiras batidas no liquidificador num gole só para agüentar

Outra dose de suas ironias, da sua rotina e do fantasma que te domina.

Na contramão dos meus desejos, medos e anseios me pergunto onde você está?

Eu que vou atravessando o sinal aberto, em ruas que desconheço para poder te encontrar

Não, não vou mais brincar com ameaças e perder meu tempo com sua lábia pra me conquistar!

Eu sei o que quero e não venha com papos de botequim dizendo princesa como eu estou afim

É sempre o mesmo você que escolhe o que é melhor pra você determina tudo o que vai acontecer

E pra mim apenas sobra tempo pra almoçar, mas meu prato principal não me satisfaz

Fui ao te encontro com gosto provei do teu corpo fissurei no teu rosto e no jeito que faz gostoso

Te como por inteiro, no chão na cama na rua no carro e no banheiro na mente ainda sinto teu cheiro

 

No vai e vem do tempo te quero cada vez mais cedo, mas como sei que teu amor é placebo!

Não vou mais declarar o que não precisa ser dito o que sinto e o que percebo

Eu tenho vontade de te ter até mais tarde ainda que me sinta covarde em não te dizer a verdade

Quero te tirar do serio te levar pro inferno te aquecer no inverno e te fazer eterno

 

Eu não me arrependo, pois fiz o que pude ate larguei minhas virtudes

Dei tanta liberdade pra você vir pecar, amar e me experimentar

Quebrei formas, pensamentos e valores pra que você pudesse sentir outros sabores!

 

 

Escrito por elaine araujo às 11:37
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20/6/07


 Corredores=====Ana Carolina

Eu andei
Sorri
Chorei
tanto
Não me arrependi
Ganhei e perdi
Fiz como pude
Lutei contra o amor
Quanto mais vencia, me achava um perdedor
Mais tarde me enganei e vi com outros olhos
Quando ás vezes não amei a mim
Não por falta de amor
Mas amor demais
Me levando pra alguém
Quem visitou os corredores da minha alma
Soube dos enganos, secretos planos e até os traumas
Eu sempre fui muito só


Eu andei
Sorri
Chorei
tanto
Fui quase feliz
Fiz tudo que quis
Fiz como pude
Desprezei meu ego
Dando esmolas a ele
Como se fosse um cego
Mais tarde me enfeitei, até pintei os olhos
Quando ás vezes não amei a mim
Não por falta de amor
Mas amor demais
Me escapando pra alguem
Quem visitou os corredores da minha alma
Soube dos meus erros
E dos nós que fiz bem na linha da vida
Eu sempre fui muito só


Escrito por elaine araujo às 15:41
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